Ali se perdia o sonho Num vento leve de outono
Ali se fazia festa
Aqui era só uma voz...
Gritos de desespero não tocam ouvidos
e giram como ciranda sem música, sem alegria
Aqui é que se faz, mas
Ali se paga o preço
das fantasias dormentes,
dos pássaros tristes no ventre,
de quem se desfaz em água e sal...
Ali se contava histórias sobre um novo país...
onde tudo era o que não era
onde o avesso era certo verso de métrica bem desenhada...
Gatos,
flores,
folhas,
rios de água salgada...
Porta menor que o corpo....
Lagarta,
carta,
rainha,
coelho, chapéu de chapeleiro que louco parou no tempo...
País maravilhoso...
Espera os oprimidos,
em barcas multicoloridas
em pequenos comprimidos...
AQUI SE FAZ O CAMINHO, MAS
ALI SE PERDE NO DESCONHECIDO...

5 comentários:
amor, amor... vc é meu e isso é só um começo...
vc é só luz
Ana!!!
to por aqui tbém lindona!!
saudades
beijokas
ana, gostei, sem saber bem porque...o mistêrio, a utopía, a ciranda, as cores,sei la...alimento-me desses versos abço.
ADORO!!! sabe, neh... nao tinha como ser melhor!!!
beijos
não precisamos nos dizer quase nada.....apenas sentimos!
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