terça-feira, 28 de agosto de 2007

deixe-me ir preciso andar...

ergue seu braço cansado e caminha...caminha no mundo que não é mais seu...
luta por ele e finge...
finge com competência...
neste mundo que não é nosso não há duas chances...
sofre...
amargura e definha...
quanto maior tua dor maior o teatro...
e sempre haverá um ator bêbado disposto a mentir a dor do outro...
em nome de um dionísio qualquer...
não seja ávido...
não seja austéro...
não seja...
não...
divida...
domine...
tenha em si...por nós...
um pouco de álcool...não muito...
apenas para esquentar o sentimento adormecido...
um pouco de tristeza...não muita...
apenas para apreciar as linhas de Cartola...
ou qualquer outro blues de vozes negras...
e muita...muita solidão...

domingo, 12 de agosto de 2007

minha certidão de idade





sem grandes inspirações...
hoje já sou o nada que se apresenta...
já tenho o corpo cansado com apenas vinte e poucos...
a vista um pouco turva...
as mãos um pouco trêmulas...
frustrações dos tempos em que era jovem...
uma vontade intensa de não ser...
o peso de ter cento e poucos...
tive tantos amores...queria que pudesse ver...
um deles se parecia com você...
ou não?!
não sei...
no final...sob a dor tanta...
ele se parecia com tudo e todos...
Menos comigo...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

cores de Almodóvar


Uma pintura na parede

quadro posto gente exposta

como eu nas tuas costas e o mundo em tuas mãos...